Cartola + guitarra + uma cabeleira. Tão icônica como os óculos de John Lennon ou o bigode de Freddie Mercury, a imagem de Slash é daquelas que estarão ligadas ao rock pelos próximos milênios. O ex-guitarrista do Guns N’Roses estará em São Paulo no próximo dia 7 de abril para tocar canções de seu primeiro disco solo, além de relembrar sucessos do supergrupo Velvet Revolver e, claro, do Guns N’Roses. “Vou tocar algumas músicas do Guns, ‘Sweet Child O’ Mine’, com certeza, e outras surpresas. Que na verdade, não são surpresas depois que a internet foi inventada”, respondeu Slash, por e-mail para a Época São Paulo. “Nightrain”, “Paradise City” e “My Michelle” são outros clássicos da banda revisitadas em outras cidades e que deverão estar na apresentação no HSBC Brasil.Nascido Saul Hudson, em 23 de julho de julho de 1965, em Londres, na Inglaterra, Slash experimentou todos os clichês do rock durante seus 45 anos de vida. Passou com louvor em todas as matérias e chega ao país em sua melhor fase pós-Guns. Além de ter seu mais recente trabalho – um CD apinhado de convidados como Iggy Pop, Fergie e Ozzy Osbourne – aclamado pela crítica, Slash tocou no último Superbowl em fevereiro. “Tocar no intervalo do jogo com o Black Eyed Peas foi espetacular.” Se apresentar com as grandes estrelas da música pop vem sendo uma constante em sua carreira. Quando perguntado com qual delas teve mais prazer, ele responde: “É difícil escolher apenas algumas. Mas trabalhar com Michael Jackson foi ótimo, assim como com Iggy Pop, Ray Charles, Lenny Kravitz e James Brown”.
Sobre a diferença entre dividir o palco com “desconhecidos” – a turnê We’re All Gonna Die ainda conta com Myles Kennedy no vocal, Bobby Schneck na guitarra, Todd Kerns no baixo e Brent Fitz na bateria – e fazer parte de grupos onde os egos sempre falaram mais altos, ele resume: “O Guns N’Roses foi a minha primeira banda profissional, eu aprendi muito naqueles anos todos. O Velvet Revolver foi divertido, mas um desastre. Já, ter uma carreira solo é ótimo porque sou responsável por todas as decisões e no final do dia, toda a responsabilidade do que der certo ou errado é minha”.
Desde que saiu do Guns N’Roses, em 1996, Slash nunca negou que gostaria de voltar à banda que formou junto a Axl Rose em 1985. Em uma entrevista para uma rádio inglesa no começo do ano, o guitarrista se disse disposto a tocar novamente com Axl, que retrucou prontamente desmentindo qualquer possibilidade de um retorno da formação original do grupo. Na entrevista para a Época São Paulo, Slash preferiu não responder nenhuma questão sobre uma possível volta do Guns. Em sua autobiografia lançada em 2007, ele diz como sentiu o fim da banda: “Se você nunca imaginou como é o som de uma banda se separando, ouça a cover de ‘Sympathy for the Devil’, que foi gravada pelo Guns para a trilha sonora de ‘Entrevista com o Vampiro’, no inverno de 1994. Se há uma faixa do Guns que eu não gosto de ouvir de novo, é essa”. Da época de drogas pesadas, Slash diz estar longe há cinco anos. Em 2007, foi o garoto propaganda e um dos personagens do game Guitar Hero 3, jogo que arrecadou mais de um bilhão de dólares por todo o mundo. Entretanto, recentemente a franquia divulgou o seu fim. “O jogo não fracassou. Acho que eles estão dando um tempo. É muito caro fazer tudo aquilo, você tem de vender sempre muito. Eu participei da produção e sei como é.”
Slash é um velho conhecido do público brasileiro. Com o Guns N’Roses já esteve por duas vezes aqui, em 1991 e 1992. Voltou com seu projeto Slash’s Snakepit e passou pela última vez com o Velvet Revolver, quando a banda abriu o show do Aerosmith em 2007. “Os brasileiros são sem dúvida a melhor plateia da América do Sul. É fantástico.”
(RELATIVO AO TITULO, EU JA SABIA!)
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